3 palavras-chave para cobrança em tempos de crise

Written by Pedro Paulo Cunha

Cobrança em tempos de crise

As empresas vão precisar ajustar sua cobrança em tempos de crise. Neste post sugerimos 3 palavras-chave que podem garantir bons resultados.

O momento atual tem causado grande ansiedade nas empresas, e ninguém sabe ao certo qual será o tamanho do impacto quando tudo passar.

É certo que já passamos por crises antes, mas qualquer comparação com momentos anteriores é exercício de ficção. Por isso a necessidade de repensar a abordagem aos nossos inadimplentes.

Sem dúvida, caixa é o oxigênio de todo negócio e ninguém aguenta ficar muito tempo “debaixo d´água”.

Sendo assim, as empresas precisarão ajustar seus processos de cobrança à nova realidade de seus clientes se quiserem fazer acontecer.

Neste contexto, sugiro 3 palavras-chave para refletimos sobre como melhorar nossa cobrança em tempos de crise:

  1. Frequência: o quanto você está “presente” no contato com seu cliente?
  2. Relacionamento: você consegue manter o contato aberto com seu inadimplente?
  3. Flexibilidade: quanto as partes estão dispostas a ceder para recuperar o crédito?

Vamos a eles!

1. Frequência na comunicação

Qual a importância da frequência na comunicação em tempos de crise?

Quem nunca ouviu a máxima “quem não é visto, não é lembrado”?

O desafio do analista de cobrança é manter-se no radar de seu cliente, sob o risco de priorização no pagamento quando este começar a quitar seus débitos.

Não caia no erro de achar que meios de negociação “passivos” como portais ou e-mails frios vão resolver a situação. Só dizer “estou disponível, para quando desejar negociar” não vai dar resultados.

As empresas deverão ajustar suas estratégias, alterando não só a frequência na tentativa de contatos, mas também os canais e as mensagens.

Como manter a frequência da comunicação na cobrança?

Entre os diversos desafios da cobrança, os canais de contato merecem nossa atenção, pois precisamos utilizá-los de tal forma que não “espante” o cliente inadimplente da mesa de negociação.

Se for para investir, aposte seu dinheiro em bons negociadores e disponibilize boas ferramentas e políticas para trabalharem.

Simplesmente enviar 10 e-mails ou SMS por semana não vai adiantar. Isso é fingir que cobra enquanto seu cliente finge que um dia vai te pagar.

Já cometei que o grande desafio é manter a comunicação aberta, mas também com a frequência suficiente para não ser “esquecido”.

Uma excelente dica para isso é adotar a cobrança preventiva, com avisos dois ou três dias antes dos vencimentos.

2. Relacionamento com inadimplentes

Qual o significado do relacionamento em cobrança?

Relacionamento é qualquer tipo de ligação que une partes diferentes em torno de um mesmo objetivo ou interesse.

Em uma situação de cobrança não é diferente. O cobrador deve ser capaz de criar em seu interlocutor o interesse de resolver a situação para que a negociação evolua.

Quem já tentou negociar com alguém sem o mínimo de interesse do pagamento sabe do que estou falando. A coisa simplesmente não anda.

Qual o objetivo do bom relacionamento com o inadimplente?

O objetivo aqui é manter o canal de comunicação aberto para que as propostas, entendimentos e ajustes possam acontecer entre as partes.

Sem dúvida, manter a comunicação aberta e fluindo, sob os princípios do respeito da empatia, é fundamental para garantir o sucesso de uma ação de cobrança em tempos de crise.

Qual a importância da comunicação da cobrança em tempos de crise?

Já comentamos em outro post que durante uma negociação de cobrança, é comum uma das partes limitar sua comunicação.

Certamente isso acontece à medida que aumentam as frustrações das partes por não obterem o que desejam, ou simplesmente quando as conversa não não evolui.

Em situações como esta, a regra de ouro é: “Permaneça no jogo”!

Dessa forma, não espante o inadimplente da mesa de negociações e mantenha a comunicação aberta a todo custo.

3. Flexibilidade na negociação

Qual a importância da flexibilidade na cobrança?

Vamos ser honestos: o mundo virou de pernas para o ar com esta crise. A capacidade de pagamento que o cliente tinha no passado mudou significativamente, assim como a solidez de suas garantias de crédito. De fato, em muitos casos, simplesmente desapareceu.

Para a cobrança em tempos de crise caberá encontrar novas formas de receber os valores em aberto. E isso não será uma escolha, mas sim a regra.

Até onde vai a flexibilidade da cobrança em tempos de crise?

Quando estamos em uma negociação de cobrança complicada, qualquer um pode cometer o erro de ficar focado nos detalhes do débito (atraso, valor etc.).

De fato, o problema é que isso pode levar a perder de vista o que é realmente importante neste momento: conseguir o melhor negócio possível dentro de um ambiente de crise extrema.

Antes de mais nada, tenha em mente que você deverá estar disposto a propor alternativas que não faria sentido em tempos normais.

Lembre-se que entre as possíveis alternativas em uma situação de débito é não pagá-lo.

Já chegamos até aqui investindo energia para colocar nosso cliente inadimplente na linha (frequência) a para mantê-los na conversa (relacionamento). Será que você vai deixar de receber por falta de flexibilidade?

Pedro Paulo Cunha

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